As Traduções da Bíblia na História 1 Parte

 

Resolvi escrever este assunto, por três motivos: primeiro, porque acredito que haja uma lacuna sobre o tema. Encontramos em livros e na internet o assunto, mas não da maneira que gostaria de encontrar. Isso conduz à segunda razão, deixar a disposição de quem está pesquisando, um arcabouço de informações  reunidas em um só lugar, o que facilita em muito a vida de quem procura informações a respeito do assunto. E a terceira razão, é porque o assunto é simplesmente fascinante. O trabalho que Deus realizou através dos tradutores, preservando o livro sagrado e deixando a disposição de todos os povos, tribos, línguas e nações, é algo que fortalece a fé dos que creem na origem divina da palavra de Deus. A historia das traduções da Bíblia sublima o que Jesus disse: "Passará os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mt 24.35). 


A Necessidade de Traduções Bíblicas

A divisão que ocorreu na humanidade após o evento da torre de Babel (Gn 11.1-9), criou um abismo cultural entre os povos. Uma mesma língua, era um elemento unificador da humanidade (Gn. 11.1), todavia, essa união visava interesses próprios, e tornou-se um desafio contra o Senhor (Gn 11.4). Deus fez então um pentecoste às avessas, fazendo com que as pessoas não se entendessem mais umas às outros. O primeiro caso de tradução das escrituras que conhecemos, mesmo que tenha sido somente uma tradução oral, é o mencionado em Neemias 8, quando Esdras; o escriba, leu a lei diante do povo reunido, e enquanto lia, os levitas passavam no meio do povo explicando, e possivelmente traduzindo para o aramaico; a lingua falada na época. As traduções ao passar do tempo, se tornaram a ponte pelo qual os povos podem falar a mesma língua de novo. Segundo o site Ethnologue, existem 7.117 línguas no mundo. O site: The International Bible Society, revela que a Bíblia foi traduzida no total, incluindo traduções parciais, em 3.312 línguas. Traduções completas segundo os dados, estão presentes em cerca de 700 línguas. Mesmo havendo variações nesses dados de um site para outro, o que podemos perceber, é que existe um vasto campo missionário a ser explorado pela igreja de Cristo no campo das traduções. O pedido de Jesus em Lucas 10.2 continua atualíssimo: " ... A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos, rogai, pois, aos Senhor da seara que mande mais trabalhadores".  Quando Cristo mandou ir pelo mundo inteiro levar o evangelho a toda a criatura (Mc. 16.15), ele certamente antevia que suas palavras seriam traduzidas para os povos para os quais seus discípulos seriam enviados. Desse jeito, está implícito no ide de Cristo, o ministério de traduções das escrituras. 

Paulo fala algo semelhante quando diz em Romanos 10.14 : "Como, pois, invocaram aquele em que não creram? E como creram naquele de quem não ouviram? E como ouviram, se não há quem pregue?" Sabemos, que esse texto refere-se primeiramente a palavra falada, o kerigma, que é a palavra oral, que continha os ensinos de Jesus e a doutrina apostólica. No entanto, o trabalho de traduções está incluído nas palavras do apostolo, pois, se é verdade que eles não creram porque não ouviram; também é verdade dizer, que eles também precisam ler as escrituras nas sua linguas nativas, para poderem guardar a palavra de Deus, caso contrario, não faria sentido existir a palavra escrita. Também é verdade dizer que, se eles não ouviram porque não havia quem pregasse, eles também não podem ler,  porque ninguém traduziu as escrituras para sua língua materna. Interessante, que na passagem citada de Romanos, Paulo coloca a responsabilidade sobre os pregadores, pois, ele diz que existem os que não ouviram, porque não há quem pregue. Esse principio pode ser usado em relação as traduções, pois, a igreja poderia ficar esperando que aqueles povos que ainda não tem a Bíblia traduzida, aprendessem  um idioma que já tem as escritura para poderem lê-las. Porém, o que ele ensina, mostra que os cristãos não precisam ficar esperando pela ação dos povos, mas, sim, compete à igreja a tarefa de verter o texto bíblico para os idiomas falados no mundo. Jesus ainda acrescenta: "Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt. 28.20).  Fica evidente por esse texto dito pelo Senhor, que o processo de tradução das escrituras faria parte do ministério cristão. Entendendo isso, podemos avançar para ver a odisseia do texto sagrado através séculos, de idioma para idioma. 


Primeiras Traduções

As primeiras traduções que temos conhecimento, foram as que envolveram a primeira parte das escrituras, a parte que no judaísmo é chamada de Tanakh (Torá-Neviin-Ketuvim), e no cristianismo, de Antigo Testamento, ou pelo menos parte dele. Vamos colocar em ordem cronológica essas primeiras traduções.

1- Pentateuco Samaritano - Mesmo que não seja considerado uma tradução, o pentateuco samaritano é uma obra que precisa ser citada pelas características peculiares que ela tem quando comparado ao pentateuco massorético. Uma copia foi trazida da Síria ao ocidente, por um explorador italiano chamado Pietro Della Valle. Um erudito alemão chamado Heinrich F. W. Genesius, fez um trabalho minucioso de comparação entre o pentateuco samaritano e o texto massorético, e encontrou cerca de 6000 diferenças entre um e outro. O mesmo estudioso sustentou a superioridade do texto massorético em relação ao samaritano (Encyclopedia.com). 


2- A Septuaginta (LXX) - Sem sombra de duvidas, a LXX é considerada a primeira tradução das escrituras que conhecemos. O nome (tradução dos setentas) vem do fato que ela foi a obra de 72 sábios judeus que  dominavam os dois idiomas, o grego e o hebraico, e teria sido feita em 72 dias. O relato da origem da famosa tradução grega do Velho Testamento está registrada na carta de Aristeias. Na carta, o rei Ptolomeu Filadelfo, que foi quem mandou construir a famosa biblioteca de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo, foi convencido por Demétrio de Fálaro (o bibliotecário), a colocar na biblioteca uma obra judaica, como meio de cair nas graças daquele povo. Ptolomeu enviou então a Jerusalém uma comitiva, que contava entre ela, Aristeias o autor da carta citada. A comitiva então procurou o sumo sacerdote Eliazar, para que ele fornecesse uma cópia da lei, e também peritos que pudessem traduzi-la para o grego da época. Eliazar, então, atendendo o pedido da comitiva, forneceu tanto a copia quanto os sábios que fizeram a tradução. A historia continua afirmando que os 72 sábio foram enviadas a uma ilha isolada chamada Faros, e lá foram separados em 12 grupos (Segundo as 12 tribos) de 6, cada um desses 12 grupos terminaram a tradução em 72 dias, e no final, todas as copias estavam em harmonia uma com as outras. Nessa primeira empreitada, apenas o pentateuco teria sido traduzido, o restante da Bíblia hebraica, foi finalizado por volta do final do século II a.C. O Talmude judaico não viu com bom olhos a Septuaginta, ele compara a tradução, com o dia que os israelitas construíram o bezerro de ouro no deserto, enquanto Moises recebia a lei de Deus. Segundo o Talmude, seria impossível traduzir a Torah adequadamente (Tratado de Soferim 1.7). Apesar dessa citação do Talmude, é impossível desconsiderar o valor da Septuaginta na história, especialmente no cristianismo, já que, praticamente todas as citações feitas no Novo Testamento do Antigo, são tiradas dela. 

3- Targuns - Targum é uma palavra aramaica que significa: "interpretação", tecnicamente falando, os targuns são comentários do Antigo Testamento hebraico em aramaico, porém eles também podem ser classificados como tradução, pois nos comentários os texto hebraicos são vertidos para o aramaico. Os mais antigos targuns remontam o período posterior ao exílio babilônico de Israel, quando a lingua hebraica deu lugar ao aramaico, especialmente entre o povo em geral. O hebraico era dominado apenas pelas classes religiosas, tornando necessário então, que as explicações da Torah fossem feitas na lingua falada pelo povo em geral, no caso o aramaico. Os Targuns passaram a ter grande importância após a destruição do templo no ano 70 d.C. quando as sinagogas passaram a ser os locais de culto entre os judeus. Um dos mais conhecidos targuns conhecidos, é o chamado, Targum Onkelos (o nome vem do seu autor, Onkelos que foi um romano convertido ao judaísmo aprox. 35 - 120 d.C.) ele é um comentário apenas do Pentateuco e é extremamente respeitado entre os judeus. Temos citações de targuns no Novo Testamento, um exemplo disso, é a passagem de 2 Timoteo 3.8, quando Paulo cita dois personagens, Janes e Jambres que teriam sido os magos que se opuseram a Moises no Egito (Targum Pseudo-Jônatas comentando Ex 1.15).  Gênesis 1.1 (Targum Neofiti) - " No principio, junto com a sabedoria, a palavra de YAHWEH criou e aperfeiçoou os céus e a terra". Essa citação é incrível quando comparada ao que o Novo testamento fala acerca de Cristo como a palavra de Deus que criou todas as coisas (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1. 2).


Traduções na Era Cristã

As traduções citadas anteriormente, foram feitas exclusivamente por judeus, para seus conterrâneos que perderam contato com sua lingua materna. Quando o cristianismo entrou em cena, o processo de tradução se intensificou muito, principalmente por causa da ordem de Cristo de que o evangelho precisava ser levado a todos os povos da terra. Vamos ver a seguir as traduções das escrituras a partir da era cristã no seculo I.

- Peshita -  A palavra Peshita é uma palavra siríaca que significa simples ou comum, por sua vez, o siríaco é uma variação da lingua aramaica que até hoje é usada na liturgia de igrejas do oriente, como por exemplo, a Igreja Ortodoxa da Síria. A Peshita, portanto, é a tradução dos livros sagrados da Bíblia para o idioma siríaco. Os especialistas afirmam que a peshita possui duas fontes, uma judaica e outra cristã, de acordo com as duas divisões da Biblia; Velho e Novo Testamento. A fonte judaica, tem sua origem no século I, já a cristã, data do século II. A origem cristã da Peshita pode ter começado com uma obra chamada de Diatesaron (harmonia dos quatro evangelhos), escrita por um cristão chamado, Taciano, para o siríaco. Mais tarde, foram feita traduções separadas dos quatro evangelho á partir do Diatesaron. Os demais livros do Novo Testamento foram vertidas para o siríaco no final do segundo século e por volta do século V todo o Novo Testamento (com exceção de alguns livros que não eram reconhecidos como canônicos pelas igrejas orientais), foram reunidos com os livros do Velho Testamento, que haviam sido traduzidos pelos judeus, dando origem a o que conhecemos como Peshita.

- Traduções para o Copta - O copta é uma lingua originaria do antigo Egito que foi quase extinta por causa da dominação islâmica que introduziu na região o árabe. O copta continua sendo a lingua litúrgica usada pela Igreja Ortodoxa Copta e pela Igreja Igreja Católica Copta. As traduções das escrituras para essa lingua, segundo os estudiosos, começou entre o século II e III, o que faz a lingua copta uma das primeiras  a ter a Bíblia completa traduzida. As traduções eram feitas do grego para o copta, tanto o Novo, como o Velho Testamento.  A igreja Copta acredita que o evangelho foi levado até lá pelo evangelista Marcos, em meados do Século I, as primeiras traduções, portanto, devem ter começado não muito tempo depois. Cerca de 1000 manuscritos coptas do Novo Testamento sobrevivem até hoje, um dos mais antigos é o chamado: Codex Crosby-Schoyen (Séc III ou IV), ele contém os livros de Jonas e 1 Pedro, está preservado na universidade do Mississippi.

- Traduções para o Latim -  O latim foi a lingua oficial do Império Romano durante toda a sua existência, e mesmo depois desse, continuou sendo usada amplamente no cristianismo; sobrevive até hoje na liturgia católica. Em quantidade de falantes, só perdia para o grego koiné dentro da área do império romano. A relevância dessa lingua, levou os cristãos a bem cedo traduzirem as escrituras sagradas para ela. Duas traduções para o latim se destacam nos primórdios do cristianismo, a Vetus Latina e a Vulgata. A Vetus Latina (latim antigo) é uma tradução que foi feita entre o século I e II d.C. por diversos autores. Ela foi a tradução usada pelos pais latinos antes do aparecimento da tradução que falaremos a seguir. A Vulgata (popular) foi um "update" em relação a Vetus Latina, uma das razões foi que a Vulgata teve um autor único (Jerônimo), diferente da Vetus que teve vários autores. Isso deu a vulgata uma maior uniformidade e unidade, além de uma melhor acuidade. O trabalho de tradução foi um pedido do Papa Dámaso I  a Jerônimo, que começou em 382 d.C. e terminou em 405 d.C. Jerônimo usando os manuscritos gregos, revisou os textos da Vetus Latina, além de traduzir o Velho Testamento a partir do texto hebraico. Um exemplo que pode ser apresentado das diferenças entre a Vetus e a Vulgata está na oração do Pai nosso; enquanto a Vetus traduz: "quotidianum panen" (Pão de cada dia), a Vulgata verte para: "supersubstantialem panen" (Pão supersubstancial). Essa tradução de Jerônimo, deu apoio a doutrina da transubstanciação da teologia católica, já que, na teologia romana, o pão supersubstancial, seria uma referência ao pão eucarístico, que se torna o corpo de Cristo.

-Tradução para o Gótico -  Uma tradução antiga muito valiosa, é a tradução de Úlfilas para o gótico feita no século IV. A lingua gótica era uma lingua germânica falada por povos como, os godos e os visigodos. Para poder traduzir a Bíblia, o então Bispo Úlfilas,  teve que criar um alfabeto gótico com 27 caracteres usando o latim e o grego. A tradução de Úlfilas teve grande influência na conversão dos godos e visigodos ao cristianismo, especificamente ao arianismo, corrente que Úlfilas defendia. Existem fragmentos da tradução de Úlfilas na universidade de Upsalla, na Suêcia.

-Traduções para o Etíope - A principal línguas faladas na Etiópia, é o amárico, uma lingua semítica, portanto, parente do hebraico e do árabe. A Igreja Ortodoxa Etíope atribui suas origens a conversão do tesoureiro da Rainha Candace registrado em Atos 8, porém, foi no século IV que a Etiópia tornou-se Cristã através da obra de Frumêncio. Possivelmente as primeira traduções da Bíblia na Etiópia não foram para o amárico, mas sim para o ge'ez, um antigo idioma falado na região. A tradução deve ter ocorrido entre o século IV e V. A Bíblia em ge'ez pode ser a bíblia completa mais antiga existente do mundo. A primeira tradução para o amarico, a lingua oficial da Etiópia, aconteceu só no século IX, por um membro da Igreja Ortodoxa Etíope, chamado: Abu Rami.

-Tradução para o Armênio - A Armênia foi o primeiro reino cristão da historia, e registros de um idioma armênio, datam do século V, justamente o século que a Bíblia foi traduzida, o que mostra a importância da palavra de Deus na construção cultural dos povos, na medida que a tradução das escrituras fazia com que a lingua deixasse de ser só falada e passassem a ser escrita, como vimos no caso da tradução de Úlfilas para o gótico e também no caso da tradução para o armênio. A primeira tradução para o armênio foi feita pela genialidade de um teólogo e linguista chamado: Mesrobes Mastósio, ele criou um alfabeto com 36 caracteres inspirado no grego e numa lingua persa chamada pahlavi. Ele com a ajuda de dois de seus alunos, traduziram o livro de Provérbios e logo a seguir o Novo Testamento. Sua tradução foi concluída em 436, e passou por uma revisão do século VI.

- Traduções para o Árabe - O árabe é o idioma oficial de 26 países, sendo também a lingua litúrgica do islamismo. Não há evidência de traduções das escrituras para o árabe antes do surgimento do Islã, comunidades cristãs e judaicas faziam uso do hebraico, grego, aramaico e etíope em suas liturgias. Ás mais antigas bíblias em árabe que sobreviveram, são do século IX, porém, talvez houve traduções mais antigas. O mais antigo manuscrito existente é o Mt. Sinai Arabic Codex 151, escrito em 867 d.C. por um cristão árabe. O judaísmo, também deu sua contribuição, na obra de tradução através da erudição do rabino, Saadia Gaon (882-942 d.C), que traduziu o Pentateuco para o árabe direto do hebraico, ele também traduziu os livros de Isaías, Salmos, Provérbios, Jó, Daniel e talvez, Esdras. A tradução de Saadia Gaon, é denominada de "Tsafir" uma palavra árabe, que significa tradução e explicação; devido a sua tradução, também conter explicações sobre os textos sagrados, a fim de torna-los acessíveis aos leitores árabes-judeus que não tinham mais conhecimento da lingua original. 

-Tradução para o Eslavônico -  Uma última tradução importante que gostaria de mencionar,  e que foi feita dentro dos primeiros 10 séculos, foi a feita para o eslavônico, uma lingua que foi base para os idiomas russo, ucraniano, sérvio, croata, dentre outras. Dois nomes ligados a essa tradução, foi a de dois missionários cristãos chamados: Cirilo e Metódio, tal como, Úlfilas (gótico) e Mesrobes (armênio), Cirilo e Metódio criaram um alfabeto para poderem traduzir as escrituras para uma lingua que ainda não era escrita. Os dois irmãos, naturais de Tessalônica; profundos conhecedores do grego; criaram então um alfabeto conhecido como glagolítico, para os povos da Morávia (atual Eslováquia e Republica Checa). O alfabeto criado pelo dois irmão, mais tarde foi ampliado, e tornou-se o alfabeto cirílico, (nome tirado de Cirilo). Cirilo morreu em 869, a obra de tradução foi concluída por seu irmão Metódio, poucos anos antes de dua morte em 885.

houve outras línguas dentro dos primeiros dez séculos que receberam traduções, nesta primeira parte procurei mostrar às que estão melhores documentadas, porém, outras podem ser citadas brevemente, como por exemplo traduções para o chinês antigo, que podem ter sido feitas no século VII d.C. por cristãos nestorianos. Muitas outras traduções devem ter sido feitas para línguas que desapareceram, porém, não temos provas documentais disso. Atos 14.11 fala de uma lingua licaônica, falada em Listra, onde Paulo e Barnabé curaram um paralítico. Uma comunidade cristã se formou naquela região, não seria exagero dizer que, com o tempo, traduções das escrituras tenham sido feitas para aquela lingua. Isso vale para muitos outros idiomas mencionados no inicio da caminhada da igreja (At 2.8-10). 

Na segunda parte, vamos continuar falando das traduções das escrituras nos séculos que se seguiram, até nossos dias, onde esse, espetacular trabalho continua sendo realizado.

Leia aqui a segunda parte: Segunda Parte




 

 


































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